JORNAL RASCUNHO

O Jornal Rascunho foi certamente um achado para mim. Graças à Gisele Eberspacher, uma de suas colaboradoras, soube da existência do periódico enquanto assistia a um de seus vídeos no YouTube, cujo canal, aliás, recomendo tanto quanto o Jornal.  Sim, confesso minha ignorância, pois não se trata de um jornal novo. Já se vão 16 anos desde sua primeira edição, atualmente no número 193. Um feito digno de celebração num país em que os periódicos de cultura estão minguando ou desaparecendo. Editado em Curitiba por Rogério Pereira e um seleto time de colunistas e colaboradores, o jornal traz resenhas, revelando, assim, novos autores, além de entrevistas com escritores e textos de crítica literária. Fecha saboroso com bons textos em prosa ou poesia. Enfim um jornal inteiramente dedicado à literatura, um feito heroico diante da realidade em que vivemos.

Com quase 50 páginas, a sua periodicidade é mensal, tempo suficiente para saborearmos todos os textos e ainda ficarmos com a sensação de quero mais. E bota texto nisso. O Rascunho é um jornal independente, o que nos garante uma leitura livre das intermináveis propagandas. Suas páginas são todas tomadas pelo que nos interessa: a literatura. Não é vendido em banca ou livraria, ou seja, para tê-lo à mão devemos nos tornar seu assinante, o que, particularmente, faz-me sentir coautor da sua teimosia em manter-se vivo.

O Rascunho é um jornal que merece ser guardado para recorrente consulta, pois seus textos são perenes e servem-nos de bússola no mar de informações em que nos encontramos mergulhados,  e onde nadamos contra a correnteza da mediocridade.

Além da assinatura recomendo, ainda, a compilação das entrevistas realizadas pelo jornal e organizadas por Luís Henrique Pellanda, junto à Editora Arquipélago, uma leitura diária e saborosa.

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