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O Amor é uma camarada esperto, nunca anda só.

Paciência, sua amiga mais próxima, está sempre lhe dando bons conselhos, para que escute mais e julgue menos, que se cale quando não há de bom a dizer, para que espere o Tempo certo que tudo organiza.

Respeito, namorado da Paciência, está sempre por perto, fazendo com que o Amor veja no outro, outro ser de luz, divino como ele próprio é, com imperfeições capazes de impulsionar a busca da verdadeira essência do Ser.

Quando faltam Paciência a Respeito, o Amor prefere se recolher, fica de papo com a Solidão, que lhe acalenta com sussurros o coração.

Às vezes os amigos se encontram para deitar na grama e quando menos esperam chega a Gratidão, amiga sábia, linda, com sorriso largo nas faces e as mãos sempre abertas.

Sempre que a Gratidão chega, o Amor começa a crescer, agiganta-se até quase explodir.
E sempre atrasado, mas ainda há tempo, encosta o Perdão, sujeito magrelo, de abraço apertado, coração com coração.

E uma chuva fininha faz despontar um arco íris de emoções no vasto horizonte da união.
O Amor basta, mas não está só.

 

Zé Rangel

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