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Somos seres de luz. Entretanto, trazemos em nós cavernas escuras, indecifráveis, herança de muitas existências, e algumas que começamos a construir nesta própria passagem.
À medida que caminhamos temos a chance de acender pequenas tochas. E como fazemos isso? Com a coragem de caminhar pela escuridão, ainda que de olhos fechados, tateando as pedras cortantes e aprendendo com cada tropeço que podemos nos desviar da próxima vez.
Nossas cavernas são santuários onde podemos nos sentar e meditar. À medida que a mente se aquieta, o coração começa a falar. Não por palavras, mas pelo sentir. Percebemos a corrente de bem aventuranças percorrer nosso corpo, fazendo com que ele brilhe de tal forma que a luz do Amor Divino espontaneamente se acenda para nunca mais morrer.
Tudo nesta vida há de passar, menos o Amor que vem do alto, este é eterno como sua luz. Luz que ilumina a caverna mais escura, ilumina o Ser, e todos aqueles que estão a sua volta.
E quando abrimos os olhos percebemos que não somos os únicos na caverna.

Zé Rangel

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